Quanto o governo Lula pretende investir na segurança e saúde do trabalho
Você sabe quanto o governo Lula pretende investir na segurança e saúde do trabalho?
Você já viu algum programa de governo que conste investimentos na segurança e saúde? Eu nunca vi!
Porém, segundo as palavras do cientista de dados Luís Fabiano de Assis, procurador do MPT e coordenador da iniciativa Smart Lab, “Estima-se que doenças e acidentes do trabalho produzam a perda de 4% do Produto Interno Bruto global a cada ano. No caso do Brasil, esse percentual corresponde a aproximadamente R$ 300 bilhões, considerando o PIB de 2020. Além dos incomensuráveis custos humanos e familiares, os custos econômicos desses acidentes e doenças se manifestam em gastos do sistema de saúde e do seguro social; e, no setor privado, em uma enorme redução da produtividade derivada de dias perdidos de trabalho acumulados de trabalhadores e trabalhadoras”.
Portanto, podemos ver que é um valor considerável em gastos pós acidentes e doenças do trabalho. Ainda vale dizer que, no G-20, o Brasil aparece em segundo lugar nos casos de óbitos no trabalho, ficando a frente apenas do México. No Brasil são 6 mortes para cada 100 mil vínculos de trabalho formais, enquanto que no México são 8. Os países que aparecem com o menor número de óbitos para cada 100 vínculos de emprego formal estão: Japão - com 1,4; Canadá - com 1,9 e, entre os países sul-americanos, a Argentina, com 3,7 mortes).
Ainda, segundo os dados do Observatório Digital de Segurança e Saúde no Trabalho, "de 2012 a 2020, foram registrados ainda 5,6 milhões de doenças e acidentes do trabalho que vitimaram trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, com um gasto previdenciário que, desde 2012, ultrapassa os R$ 100 bilhões somente com despesas acidentárias, implicando perda de 430 milhões de dias de trabalho."
Pensando nesses números, seria interessante que os governos dedicassem mais atenção na prevenção, seja através de mais incentivos às empresas que trabalham na prevenção; campanhas nacionais de prevenção de acidentes; contratação de mais fiscais, etc.
O fato é que, os números só crescem e nos empurram para o fim da fila no campo da prevenção. É preciso fazer muito mais em prol dos trabalhadores, do que pensar apenas em reforma trabalhista.
Eu quero saber o que você pensa a respeito desse tema!
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