Se a sua empresa já trabalha com os princípios da OHSAS 18001, provavelmente o levantamento de perigos e riscos já faz parte da rotina. Mas, se esse processo ainda não está bem estruturado, este guia pode ajudar bastante na organização e melhoria da gestão de segurança do trabalho.
A seguir, você vai entender de forma prática como identificar
perigos, avaliar riscos e definir medidas de controle eficientes
no ambiente de trabalho.
Entendendo o processo na
prática
A identificação de perigos e a avaliação de riscos são
etapas fundamentais para prevenção de acidentes e proteção da saúde
dos trabalhadores. Na prática, isso significa olhar para cada atividade,
processo ou ambiente e responder: “o que pode dar errado aqui?”
Esse levantamento deve considerar não apenas os trabalhadores, mas
também terceiros e qualquer pessoa que circule pela área.
Use uma planilha para
facilitar
Para organizar melhor as informações, o ideal é utilizar uma Planilha
de Avaliação de Riscos.
Baixe aqui: Modelo de Planilha de Avaliação de Riscos
Com essa ferramenta, fica mais fácil registrar os perigos identificados,
analisar os riscos e definir prioridades de ação.
A etapa mais importante (e mais trabalhosa)
O maior desafio está no início: Levantar todos os perigos existentes.
Em áreas industriais, por exemplo, isso pode envolver:
- Máquinas e equipamentos;
- produtos químicos;
- atividades manuais;
- condições do ambiente (ruído, calor, iluminação).
Esse levantamento precisa ser o mais completo possível, pois qualquer
falha aqui compromete toda a análise de riscos ocupacionais.
Como avaliar os riscos
A avaliação de riscos normalmente é feita com base em dois
fatores principais:
- Probabilidade de ocorrência
- Gravidade das consequências
O ideal é usar dados reais da empresa, como histórico de acidentes,
incidentes e quase acidentes. Isso torna a análise muito mais confiável e
próxima da realidade.
Gestão de mudanças: o ponto
que muita gente esquece
Um erro comum nas empresas é tratar a avaliação de riscos como
algo estático.
Sempre que houver mudanças — seja no layout, nos processos, nos
equipamentos ou nas atividades — os riscos também mudam.
Por isso, é fundamental ter um procedimento de gestão de mudanças integrado
à avaliação de riscos. Assim, qualquer alteração já entra automaticamente
no controle.
Outro ponto importante é definir um responsável pelo processo, que deve
ser comunicado sempre que houver alguma mudança relevante.
O que a OHSAS 18001 exige
A norma traz alguns pontos importantes que não podem ser ignorados:
- Considerar todas as pessoas expostas aos riscos;
- Avaliar atividades rotineiras e não rotineiras;
- Identificar perigos que possam ultrapassar os limites da empresa (como incêndios ou vazamentos);
- Considerar riscos externos que possam impactar a organização;
- Atender à legislação aplicável;
- Garantir o controle das mudanças.
Medidas de controle: siga a
ordem correta
Na hora de controlar os riscos, existe uma hierarquia que deve ser
respeitada:
- Eliminar o risco sempre que possível;
- Substituir por algo menos perigoso;
- Aplicar controles de engenharia;
- Usar medidas administrativas e sinalização;
- Utilizar EPI como última alternativa;
- Essa sequência é importante porque prioriza soluções mais eficazes e menos dependentes do comportamento humano.
Aplicando na prática
O levantamento de perigos e riscos não precisa ser complicado,
mas precisa ser bem feito.
Com uma boa planilha, um processo organizado e atenção às mudanças,
sua empresa consegue reduzir riscos, evitar acidentes e melhorar o ambiente de
trabalho de forma consistente.
Se quiser entender melhor a sistemática, vale a pena baixar a planilha e testar na prática dentro da sua realidade.
E na sua empresa? Como anda o levantamento de perigos e riscos? Deixe seu comentário!
